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Por uma Boa Causa

Pilotos de várias categorias aproveitam semana do GP Brasil para apoiar evento de golfe em prol do GRAACC.

Revista Golf Life
Dezembro 2006

Uma verdadeira seleção de pilotos aproveitou a semana do GP Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, para deixar as pistas de lado por alguns momentos e participar do 1º GP Brasil de Golfe, evento que teve a renda revertida ao GRAACC – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. O torneio integrou a programação oficial da GPDA (Grand Prix Drivers Association), entidade que representa os pilotos da Fórmula 1.

Os pilotos não jogaram, mas aproveitaram o torneio para dar uma força para o GRAACC e receber uma aula de golfe do profissional Ricardo Iversson, o Kadinho, que tem a carreira gerenciada pela ReUnion Sports & Marketing, a empresa que organizou o evento. Depois, todos foram testar o golfe no campo e constatar que, na prática, a teoria é outra.

Coulthard

Quem mais chamou a atenção da imprensa e dos convidados foi o escocês David Coulthard, piloto da equipe RBR, que tem 13 vitórias na Fórmula 1.

Ao lado da mulher, Coulthard brincou um pouco de golfe e explicou que fez questão de apoiar a causa das crianças com câncer. “O importante para mim foi poder dedicar um pouco do meu tempo para ajudar essas crianças que tanto necessitam”, diz Coulthard, que até mostrou intimidade com os tacos na hora de brincar no green de treino.

Um dos mais assediados pela imprensa e pelo público foi Nelsinho Piquet, recém-contratado como piloto de testes da equipe Renault de Fórmula 1, que aproveitou sua estada em São Paulo para dar uma força para o GRAACC, mas golfe mesmo, só para as fotos.

“Vim mesmo para ajudar porque golfe não é minha praia”, foi logo explicando Nelsinho Piquet, cuja inabilidade com os tacos era tal que dispensava justificativas. “Não custa nada para a gente vir aqui e dedicar um pouco de tempo para uma causa importante”, resumiu.

Inveja

A equipe de Rubinho, que não apareceu por estar envolvido com uma corrida de kart no mesmo dia, se fez representar através de Gil de Ferran, bicampeão da Fórmula Indy e atual diretor esportivo da Honda. “Eu morava na Flórida, onde o golfe é muito popular, mas entendo muito pouco desse esporte”, explicou o diretor da equipe Honda, que, no máximo, arriscou uns putts. “Os lugares onde se joga golfe são maravilhosos, de dar inveja, e um dia vou aprender.”

Hélio Castroneves, vice-campeão da Indy, acostumado a participar de ações beneficentes nos Estados Unidos, também foi a campo para ajudar o GRAACC, mas promete que logo vai aderir ao esporte de Tiger Woods. “Eu já conheci muitos profissionais de golfe porque os donos da minha equipe jogam golfe e estou com muita vontade de aprender”, confessa Helinho, que experimentou o golfe e aprovou. “É só me dar um tempo que da próxima vez que eu voltar ao Brasil vou estar jogando golfe.”.

Parceria

Ingo Hoffmann, que ocorre na Stock Cars e no Rali, teve um motivo a mais para dar sua forcinha para o GRAACC. “Eu tenho meu próprio instituto, que mantém 30 chalés para ajudar as crianças com câncer”, conta o veterano piloto. “Nada mais justo que eu me juntar a quem também faz esse tipo de trabalho para ajudar a combater essa doença que é tão terrível.”

Havia tido contato com o golfe antes e desta vez garante que gostou. “Essa foi a segunda vez que eu tive a oportunidade de experimentar o golfe e tive a sorte de estar com o Kadinho que me deu boas dicas”, conta Guiga. “Inesperadamente, eu gostei muito. Tinha a impressão de que não ia gostar – e agora vi que é um esporte que dá vontade de praticar.”

Depois das fotos, todos os pilotos foram participar de uma corrida de kart promovida por Rubinho Barrichello, na Granja Viana, mas cumpriram seu papel. Sua presença atraiu muita mídia e doações para o GRAACC, que também organiza um torneio de golfe anual.

Torneio

O campeão de 1º GP Brasil de Golfe foi Roberto Guilger, com 40 pontos. Cláudio del Guerra, com 39, ficou em segundo lugar, seguido por Tupa Gomes, da Martin-Brower, que somou 37, e é patrocinador principal de outro importante torneio beneficente, o do Instituto Ronald McDonald.

Entre as mulheres, Silvia Nishi, com 37 pontos, foi a campeã seguida por Olga Josiger, com 32, e por Regina Prado, terceira colocada com 31. Jesper Rasmussen, único golfista com handicap 1 na competição, ganhou o prêmio pelo drive mais longo, com 315 jardas. Na disputa feminina, a maior distância foi obtida por Maria Cládua Yoshida, com 265 jardas. Quem também teve destaque no torneio foi Carlos Augusto Schmuziger, que colocou a bola mais perto da bandeira: apenas 20 centímetros.

Organização

Guilherme Bromberg, responsável pela ReUnion Golf, divisão da ReUnion Sports & marketing especializada em golfe, diz que o GP Brasil superou as expectativas ao atingir o objetivo de trazer um pouco da atmosfera do automobilismo para o golfe. “Mais importante do que os resultados da competição foram as adesões espontâneas de pilotos e golfistas a um evento beneficente às crianças com câncer, que recebem tratamento do GRAACC”, explicou.

O 1º GP Brasil de Golf teve o patrocínio da MBB FoodService, Mitsubishi Motors do Brasil e Pharmaton e contou com o apoio da Nike, Sigg, Ogio, Frattina e ESPN.

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