Meio ambiente preservado.
GAZETA MERCANTIL
Plano Pessoal
Julho de 2005
Oportuno o seminário organizado pelo Costão Golf, em Florianópolis, para discutir a relação entre o esporte e o meio ambiente. A impressão é que virou moda criar empecilhos para a construção de campos de golfe. Parece que o meio ambiente pode ser destruído para levantar monstrengos de concreto, ou mesmo ser ocupado por moradias irregulares sem cuidados sanitários. Mas a obtenção das autorizações ambientais para construir campos significa um verdadeiro calvário e, com freqüência, um caminho oneroso para os empreendedores.
Existe um mito de que o golfe se presta apenas aos ricos. Não é. Também não é só para celebridades ou modelos em busca de exposição na mídia. Como esporte, pode ser praticado por todos. Trata-se de uma prática na qual idade e sexo não importam – ou seja, é essencialmente democrático. É, inclusive, uma fantástica ferramenta de inclusão social, como mostrou o recente evento do Instituto Ronald McDonald, que arrecadou R$ 640 mil para crianças com câncer, sem qualquer apoio de governo, federação esportiva ou cartolas. É assim no mundo inteiro. No Brasil não pode ser diferente, apesar do esforço de alguns burocratas e de dirigentes que buscam sempre complicar para depois poder descomplicar, com algumas vantagens pessoais.
O golfe é um esporte que preserva o meio ambiente. Por exemplo, em São Paulo, onde os poucos espaços verdes realmente importantes ou são áreas de preservação ambiental ou são campos de golfe – como Guarapiranga, São Paulo Golf Club, São Francisco, Clube de Campo de São Paulo. O resto virou alvo da especulação imobiliária, da simples barbárie ocupacional ou destruição do meio ambiente. Sem o esforço do clube Gávea, os morros que circundam seu campo teriam mantido a mata? E os mais de 100 hectares do campo do clube Itanhangá, na Barra da Tijuca, no Rio, seriam ainda um espaço verde?
O seminário sobre meio ambiente do Costão Golf está marcado para o dia 26 de agosto, com a participação de Bruce Branham, professor e especialista americano no tema campos de golfe e meio ambiente. O projeto do campo do Costão Golf foi desenhado pelos especialistas argentinos Angel Reartes e Ricardo Agüero, aproveitando a beleza natural da ilha de Florianópolis. Este será um dos grandes pólos de atração turística, mas dentro de uma visão essencialmente preservacionista.
O golfe permite atender tanto os interesses de grandes corporações, quanto das empresas de porte médio. Um recente exemplo disso é o envolvimento do salão Tampopo Hair de Yuriko Terada. Um dos mais renomados da capital paulista, recebeu clientes e amigos para um Dia de Golfe no Blue Tree Park de Mogi das Cruzes. O resultado foi tão bom que em breve haverá outro.
Guillermo Piernes é jornalista, escritor e consultor corporativo de golfe. Autor de Tacadas de Vida. piernes@yahoo.com
• McDonald´s – O 2º Instituto Ronald McDonald´s Golf Cup foi o melhor e maior evento beneficente deste ano. Quase 600 participantes nas diferentes etapas do evento, entre elas 50 crianças em tratamento de câncer. Foram arrecadados R$ 500 mil em contribuições de empresas e R$ 140 mil pela venda de quadros do pintor Manabu Mabe. Outros artistas e intelectuais doaram seu tempo. A empresa idealizadora foi a Martin-Brower e a impecável organização esteve a cargo da Golf4All. Este colunista sentiu-se honrado com o convite para ser mestre-de-cerimônias do evento que mostrou o enorme potencial social do esporte.
• Champs Privés – A terceira etapa do Torneio Interno Champs Prives está programada para o dia 31 de julho. A segunda etapa foi patrocinada pela JundiacaboTV e nela foram premiados Adão Silva, Reis Souza, Eduardo Pitol, Marcos Leite e Marcos Frenette.
• ABGS – O 1º Torneio Aberto Pré-senior ABGS do Mercosil será em 23 e 24 de julho no Paraíso Golf Ranch Resort, em Ciudad Del Este. Informações no site www.golftur.com.br.
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