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Martin-Brower amplia suas atividades logísticas no País

A empresa vai investir R$ 10 milhões até 2007 para aumentar a sua frota.

GAZETA MERCANTIL, Seção Transportes & Logística
Maio de 2006

A Martin-Brower, empresa que faz a logística e o abastecimento para a rede McDonald's, quer ampliar sua carteira de clientes no Brasil. A companhia vai dividir um investimento de R$ 10 milhões com a Bunge Alimentos, sua parceira na joint-venture MBB FoodService. Os recursos serão aplicados até o final de 2007 para atender a uma gama de restaurantes independentes, lojas de conveniência, hotéis e hospitais.

Atualmente, a MBB FoodService tem aproximadamente 1.200 clientes no Brasil, mas 80% do faturamento da Martin-Brower no País é ainda proveniente dos negócios com o McDonald's. Com a ampliação da divisão MBB, a expectativa é que a proporção caia para 50% no final de cinco anos.

De acordo com o Tupanangyr Gomes Filho, presidente da Martin-Brower para o Brasil e América Latina, não há nenhum empecilho em relação ao McDonald's para que a empresa se diversifique. "O McDonald's entende que não é interessante ter um operador dependente".

Nos últimos seis meses, desde que começou o projeto de expansão, a MBB tem atraído cerca de 150 novos clientes por mês. Até o final de 2006, o objetivo é dobrar o número de clientes para 2 mil por mês em São Paulo.

Em entrevista a este jornal, o CEO da Martin-Brower, Greg Nickele, disse ontem que a idéia é oferecer a mesma lógica de distribuição do McDonald's para qualquer empresa do ramo alimentício, no sentido de simplificar o fornecimento. "Hoje, no mundo inteiro, o McDonald's precisa basicamente de um operador. Isso permite que eles gastem menos tempo administrando o fornecimento e mais tempo para seus clientes", disse o executivo.

Segundo Nickele, a situação atual do mercado no Brasil em termos de estratégia de abastecimento assemelha-se ao que havia nos Estados Unidos há 25 anos atrás, com um sistema fragmentado e especializado em cada uma das cadeias de suprimento. Hoje, diz, uma companhia no Brasil compra de 50 fornecedores, enquanto nos Estados Unidos, a média é de cinco a oito fornecedores.

"Nós servimos o McDonald's em quase tudo o que eles precisam, dos guardanapos aos canudos. Naturalmente, não pretendemos ser o único operador, uma vez que há muitos itens. Mas a nossa inovação é tentar ampliar nossa linha de produtos para unificar ao máximo o serviço de fornecimento", resumiu Tupanangyr Gomes Filho.

Há três anos atrás, quando se instalou no Brasil, o faturamento da MBB FoodService no Brasil foi de R$ 8 milhões. No ano passado, o valor passou para R$ 33 milhões. O valor é pequeno diante da Martin-Brower, que faturou no ano passado R$ 600 milhões, mas a expectativa é que a empresa cresça no País cerca de 25% ao ano nos próximos cinco anos, disse Nickele.

O investimento de R$ 10 milhões de reais vai ser destina o ao aumento da frota de caminhões, tecnologia da informação e recursos humanos, especialmente no treinamento de pessoal. "Nós investimos em frota e pessoal próprio porque achamos que esses são diferenciais da empresa", expôs Tupanangyr Gomes Filho.

Na América Latina, o Brasil responde por 70% das operações da Martin-Brower, e é um dos países em que a companhia tem maior potencial de crescimento, afirmou Nickele. "Existem muitas semelhanças nos grandes mercados dos Estados Unidos, como Nova York e Chicago e as grandes cidades brasileiras, como São Paulo em termos de comércio e serviço alimentício". O entusiasmo, segundo ele, justifica-se pelo crescimento do mercado. "Em 1999, o mercado de alimentação era de R$ 19 bilhões de reais. Em 2005, dobrou para R$ 38 bilhões", disse o executivo.

Paulo de Araujo - Gazeta Mercantil / Caderno C - Pág. 5

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