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Food Service: Negócio de R$ 46 bi

» Jornal Diário do Comércio
Maio de 2007

A correria da vida moderna contribui com setor de food service brasileiro, que faturou R$ 46,6 bilhões no ano passado. O número, 12% maior em relação a 2005, deverá ser ainda melhor nos próximos meses. De acordo com a estimativa da consultoria ECD, empresa especializada em refeições fora do lar, o segmento crescerá 14% em 2007.

Acompanhando o mercado promissor, algumas empresas atacadistas enxergaram no food service a oportunidade de ampliar a carteira de clientes e o mix de produtos, atrás de melhor rentabilidade. De acordo com dados do ranking da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), as empresas que atuam nesse canal tiveram crescimento de 20% em 2006, número superior à média do setor, que cresceu 2,6%.

“Hoje em dia, algumas famílias não têm nem fogão em casa, porque passam o dia todo trabalhando e fazem suas refeições fora. O mercado esta mudando para atender esta demanda”, disse o professor Nelson Barrizelli, da Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo (USP).

Empresas – No Karne Keijo, atacadista que atua em Pernambuco, as vendas para o food service representaram 40% do movimento e cresceram 22% em 2006. Com faturamento de R$ 137 milhões, a empresa é a 27ª colocada no ranking “mercantil” da Abad e oferece 400 itens voltados para esse mercado. Segundo o diretor geral, Gérson Miranda, o incremento nas vendas para o food service deverá ser de 16%. “Contrataremos um chef de cozinha para passar conceitos e saber das necessidades de nossos clientes”, disse.

Investir em treinamento e contratação de novos profissionais para crescer também faz parte da filosofia da Megafort Distribuidora, de Minas Gerais, terceira maior empresa do setor, segundo a Abad. Com crescimento de 15% no volume de vendas em 2006 sobre o ano anterior e expectativas de expandir 16% em 2007, a organização já agrega 2,5 mil itens voltados para refeições fora do lar.

Com loja em São José dos Campos, Guaratinguetá e Mogi das Cruzes, a Spani Atacadistas faturou R$ 260 milhões em 2006. De acordo com o diretor comercial Flávio Almeida, os produtos voltados para o food service representaram 25% desse total. “Com certeza é o setor que mais se destaca dentro de nosso negócio”, afirmou. A expectativa é que o segmento cresça 29% neste ano, superando a expansão da empresa, estimada em 26%.

Bahia teve um incremento de 120% em 2006 e faturamento de R$ 213 milhões. Desse total, 2% vieram da venda de produtos para o food service. Para este ano, a meta é manter 120% de crescimento, com o food service representando 4% da receita da organização.

Exclusividade – Ao contrário das redes atacadistas, a MBB Food Service, de São Paulo, é conhecida no mercado por oferecer soluções que simplificam todo o processo de abastecimento de restaurantes, hotéis, hospitais e bares. A empresa desenvolve e comercializa uma ampla variedade de produtos congelados, resfriados e secos, além de produtos não-alimentícios.

Segundo o gerente geral, Cláudio Hebling, a companhia trabalha 100% com o food service. “Somos diferentes de um atacadista, porque oferecemos serviços e atendimento personalizado”. A idéia é se aproximar dos 1,5 mil clientes, oferecendo treinamento para equipes de restaurantes e feiras de negócios do setor. “A estratégia é concentrar todas as entregas, que normalmente são feitas por dezenas de fornecedores. Nossa expectativa é crescer 32% nesse ano em relação a 2006”, afirmou Hebling.

A MBB FoodService entrou para o grupo Reyes Holdings em 2003 ao nascer de uma joint venture entre duas empresas do setor: A Martin-Brower, atende ao McDonald´s, e a Bunge Alimentos.

Vanessa Rosal

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